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Congresso Saúde e Bem-Estar do Magistrado é encerrado com atividade física
ARACAJU/SE - 12 de Agosto de 2019

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A AMASE – Associação dos Magistrados de Sergipe – realizou com sucesso o 2º Congresso de Saúde e Bem-Estar do Magistrado, com temas Saúde Mental e Direito Sistêmico. O evento ocorreu no Radisson Hotel na sexta-feira e no sábado, no domingo se encerrou com uma atividade física dos associados e familiares no Parque da Sementeira. Os departamentos de  Bem-Estar, Saúde e Lazer, sob o comando da magistrada Eliane Celina e o de Esporte dirigido pelo magistrado Isaac Costa foram responsáveis pela organização do Congresso.
 
Uma leve corrida ou caminhada dos magistrados e seus familiares sob a coordenação da Zona Alvo marcou a última atividade dos associados da AMASE no Congresso que contou com cinco palestras. Na sexta-feira, na abertura o presidente do Tribunal de Justiça de Sergipe, desembargador Osório de Araújo Ramos Filho se fez presente.
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 A palestra inicial ficou por conta do presidente da AMB – Associação dos Magistrados Brasileiros, Jayme de Oliveira Neto que fez uma exposição para os presentes dos principais dados da pesquisa da AMB “Quem Somos. A magistratura que queremos”, em relação à saúde dos magistrados. De acordo com a pesquisa, entre os juízes de 1º grau em atividade, 63,3% praticam atividades físicas frequentemente. Entretanto, Jayme de Oliveira revelou que a maioria (mais de 90%) dos juízes, desembargadores e ministros acredita que estão mais estressados do que os magistrados no passado.
 
O dirigente chamou a atenção também para o fato de que a maioria acredita que os índices de depressão, síndrome do pânico e crises de ansiedade estão maiores entre os magistrados hoje do que há dez anos. “Entre os juízes ativos de 1º grau, 94,9% concordam que houve esse aumento. No 2º grau, 88,4% também concordam”, citou.
Por último, ele falou sobre a indagação na pesquisa se o aumento da litigiosidade e consequente ampliação da atividade dos magistrados exige uma política voltada para saúde. A concordância dos magistrados, de acordo com a pesquisa, foi de quase 100%. “O resultado foi importante para mostrar ao CNJ o sentimento dos magistrados, o desejo de uma política nacional voltada para a Magistratura”, ressaltou.
 
O presidente da AMB acrescentou que o levantamento foi enviado ao CNJ a fim de contribuir com diretrizes e estratégias voltados à promoção e à preservação da saúde física e mental dos servidores e magistrados.
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Na noite de sexta-feira ocorreu também a palestra do psicólogo André Prudente, com mestrado na Universidade de São Paulo. Já no sábado as palestras foram de André Britto, um instrutor de meditação que trabalhou a redução de estresse e manejo da ansiedade no dia a dia e do magistrado do Estado de Alagoas, Yulli Roter, especialista em Direito Sistêmico, que falou sobre a visão Sistêmica sobre Conflito, com base na Justiça Fraterna e apontando novas formas de atuação do Magistrado. A parte científica do Congresso foi encerrada com palestra da Psicanalista e Psicóloga Clínica, Mônica Véras que explorou estratégias de prevenção para evitar que o trabalho seja sinônimo de estresse.
 
“O evento foi muito positivo, começando pela parte científica com as palestras proferidas por profissionais da área de saúde mental e com este encerramento com atividade esportiva. Alcançamos nosso objetivo com o congraçamento dos magistrados”, afirmou uma das organizadoras do evento, a diretora Elaine Celina. O diretor Isaac Costa avaliou que as atividades físicas realizadas no domingo fecharam com chave de ouro o Congresso da AMASE porque está ligado a saúde mental – mente e corpo. “Reunimos magistrados e familiares num dia especial, o Dia dos Pais”, afirmou feliz com boa participação dos associados.
 
O Presidente da AMASE, Gustavo Plech afirmou que o Congresso foi positivo porque atendeu a um anseio da classe. “Foram os colegas que escolheram quais os temas que queriam ouvir na área de saúde. As palestras de excelente nível, contamos com a presença do presidente da AMB, também na linha de saúde revelando dados de pesquisa, enfim os que participaram gostaram muito”, comemorou Plech.
 
Os presidentes de outras associações que estiveram presentes também se mostraram muito satisfeitos. A presidente da Amaerj – Associação dos Magistrados do Estado do Rio de Janeiro -, Renta Gil, também vice-presidente da AMB apontou o Congresso como de extrema importância, especialmente após os dados da pesquisa realizado pela AMB e coordenado por ela. “Esse cuidado especial com a saúde dos magistrados é um dos focos da atuação das associações e um momento de congraçamento e vendo pessoas voluntariamente participando com vontade de discutir a saúde. Eu reputo um novo momento esse de olhar para dentro e saber de nossas limitações e como é que nós podemos estar bem para entregar justiça para a sociedade”, afirmou Renata Gil.
 
O presidente da Almagis – Associação Alagoana de Magistrados – , Ney Costa Alcântara de Oliveira apontou o evento como de importância ímpar para os magistrados. “Nós estamos num mundo globalizado onde as pressões sociais tem influenciado diretamente a magistratura. Esse tipo de evento alerta toda a magistratura a necessidade que ela tem de se cuidar. O magistrado só tomar decisões que a sociedade espera se ele estiver bem consigo mesmo. Primeiro, precisamos tomar conta da saúde de nossos magistrados”, afirmou. Ele também parabenizou a AMASE pela realização do Congresso com os temas abordados.
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O associado Geilton Costa fez questão de parabenizar a AMASE pelo tema escolhido pelos juízes no Congresso.  “Os palestrantes trouxeram contribuições essenciais para que nós tenhamos não só qualidade de vida, sobretudo saúde e bem-estar que com certeza traz mais tranquilidade e equilíbrio para a sociedade porque para o juiz julgar tem que estar bem consigo mesmo, abstraído de seus problemas pessoais e das agruras da vida”, comentou.